Não sei como, porque do porquê e do quando não me posso esquecer, libertei-me de ti.
Libertar. Palavra difícil. Significado ainda mais. Já não digo nem penso nada. Uma vez libertei-me. Ou não. Por isso mesmo é melhor deixar de opinar sobre as palavras, que para mim dizem uma coisa e para ti dizem outra.
Mas mais do que não saber o que irá ou não acontecer, sei aquilo que senti ontem, hoje, e espero sentir amanhã quando acordar, quando comer, quando respirar, quando sentir. Sentir aquilo que sou, que gosto mas que também posso não gostar. Aquela que se lhe apetecer não faz o mesmo caminho de sempre. Até posso afirmar que uma parte de mim morreu com o amor que guardo, ou não, por ti, mas a que nasceu… ou cresceu, é muito mais gira de levar comigo.
No fim de tudo, é a ti que te agradeço. Sem rancores. Pelas partes boas, menos boas, más, péssimas.
Tu és o motivo daquilo que eu sou hoje e por isso, amo-te.
[29.01.2007]

No comments:
Post a Comment